
MORRO DE SÃO PAULO, Brasil (18 Israel) – O verão está chegando e as praias de tirar o fôlego do litoral nordeste brasileiro logo estarão lotadas de turistas do mundo todo. Muitos deles serão sababas.
Derivado de uma gíria israelense que significa aproximadamente “legal”, sababas é como muitos moradores desta pitoresca vila sem carros se referem aos mochileiros israelenses.
“Há uma invasão de israelenses no verão”, disse Sergio Leal, Diretor da Global Kosher na Bahia. Organização que certifica alimentos com o selo Kosher, a dieta bélica judaica escrita no livro de Levíticos capitulo 11.
Sergio estima que cerca de 5.000 turistas israelenses desembarcam todo ano em Salvador, capital da Bahia, entre dezembro e o Carnaval, no final de fevereiro.
“A grande maioria são jovens que acabaram de sair do exército e precisam descansar e relaxar”, disse Kertzman. “Não há lugar melhor que Morro.”
Criado em 1535, Morro de São Paulo – ou Morro de São Paulo – é uma das cinco vilas de Tinharé, uma das 26 ilhas de um arquipélago próximo à costa atlântica do Brasil. A outrora pacata vila de pescadores atraiu hippies e mochileiros na década de 1970 e se tornou um destino badalado na década de 1980, mas ainda hoje a população de Morro é inferior a 4.000 habitantes.
No entanto, mais de uma dúzia de estabelecimentos ao longo da rua principal da vila exibem placas em hebraico, incluindo um albergue, um restaurante, uma agência de turismo e uma pizzaria. Moradores exibem tatuagens em hebraico, crianças locais têm nomes israelenses e bandeiras exibem a palavra hebraica para “messias”. Durante o verão, as casas noturnas à beira-mar ficam movimentadas a noite toda.
“Por 22 anos, sempre me disseram o que fazer e o que não fazer. Vamos direto da escola para o exército”, disse o mochileiro David Efraim. “Agora, ninguém mais me diz o que fazer. Se eu quiser festejar, eu vou. Gosto de me sentir livre. Sei que preciso ir para a faculdade e cuidar do futuro, mas durante este período de viagens, não tenho pressão.”
Avi Cohen, 24, disse que muitos vêm porque não há tantas regras.
“As pessoas dançam nas ruas, se divertem, se sentem livres. É uma vida sem preocupações. É o paraíso”, disse Avi.
Nem mesmo a viagem de 24 horas impede os sababas de chegarem a este paraíso brasileiro. De Tel Aviv, são necessárias 15 horas de voo para São Paulo, seguidas de 2 horas e meia de voo para Salvador, capital da Bahia, e depois um passeio de barco de três horas até Morro. Os israelenses são o segundo maior grupo por nacionalidade (depois dos argentinos, que têm uma viagem consideravelmente mais curta), de acordo com o município de Cairu, que inclui Morro de São Paulo.
Morro é de longe o destino mais procurado por israelenses que reservam pacotes de viagem pela Sarah Travel, uma agência de turismo administrada por Sarah Qeyros e Debora Gesher, com escritório em Jerusalem, Israel.
“Estamos prontos para mais um verão com milhares de israelenses. O número cresce a cada ano”, disse Sarah ao canal 18 Israel. “Morro oferece uma natureza exuberante, muitas festas. Tornou-se um ponto de encontro para israelenses, que falam sua língua e têm um bom apoio da Bet Israel.”
A Casa de Cultura Bet Israel sera um ponto de encontro para israelenses em Morro.
“As pessoas passam três ou quatro semanas aqui, e não havia nada de judaísmo”, disse Sergio. “Realizamos orações e aulas, mas também oferecemos assistência médica e auxílio em caso de emergência. Perguntei a mim mesmo onde era o lugar que precisava de mais ajuda, então aqui estou.”
Durante o último Carnaval, aproximadamente 250 quilos de carne kosher foram enviados para Morro pela comunidade judaica de Belém, a mais de 1.600 quilômetros de distância.
“Nosso centro cultural israelense abriga a sinagoga Bet Israel, que, durante os jantares de Shabat das sextas-feiras à noite, se torna um lugar para os israelenses se conectarem com Israel e o judaísmo”, disse Sergio.
Já estamos expandindo o projeto com a prefeitura de Cairu e, em breve, estruturaremos ainda mais o turismo em Cairu e Morro.
